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Ju Sobral

Blog com informações, dicas e atualidades sobre a dança do ventre, Voltado para alunas, profissionais e curiosos
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Thursday, August 18, 2016

Reflita: O quanto você admira seu/sua Professor (a) de Dança?

Enquanto eu fui aluna regular de Dança do Ventre eu era exemplar. Sem modéstia.
Não faltava.
Prestava atenção.
Estudava.
E mais: admirava meus professores.
Fazia aula não só porque gostava deles, mas também porque os tinha como espelho e inspiração para a construção de minha dança.
Cada movimento, cada passo, o modo como agiam, se colocavam no mercado e até mesmo de como se vestiam tinham grande influência sobre mim.
Na minha época não haviam redes sociais, então eu ficava de olho nos sites, ia a apresentações, olhava o mural da escola. Queria saber de tudo. Era interessada.
Ainda hoje, quando vou a workshops ou estudo com determinados profissionais, sou assim.
Se fui ao curso ou se marquei aulas com determinada pessoa é porque, acima de tudo, tenho o mesmo como referência.
Hoje, observo que as coisas mudaram...
A concorrência é muito maior, no que diz respeito a estilo, técnica, didática e por que não dizer: preço. Tem para todos os gostos.

Pergunta-se:
O que você procura no/na seu/sua Professor (a)?
Quais qualidades ele ou ela deve ter para que você se interesse não só no aprendizado, mas nele?
Que tipo de profissional te inspira?

Beijo

Ju
"A Aula de Dança" (1873-75)Edgar Degas                                                                                                                                                      Mais:
"A Aula de Dança" (1873-75) Edgar Degas



Tuesday, June 21, 2016

E na Bolsa, vai o que?




Ihhhhh...
Bolsa de mulher não é coisa desse mundo, mas bolsa de bailarina...

Em bolsa de mulher tem:
- carteira (gigante, com cartões de todos os tipos, documentos e papéizinhos de toda a ordem)
- chaves (de casa, do carro, da casa da mãe, da casa da sogra, etc...)
- batom (as vezes tem dois: um mate e um gloss)
- creme de mão (tem uns pequenininhos, de viagem, mas por que não carregar aquele enorrrme da Victoria Secret, né gente?)
- perfume (eu dou sempre uma retocada no cheiro se ficar muito tempo fora)
- absorvente (com abas, noturno, dia a dia, interno, tem de tudo)
- bala (um drops basta, tá?)
- celular (ainda bem que eles diminuíram de tamanho...)
- carregador (e o medo de ficar sem contato com o mundo?)
- bloquinho de anotações ou agenda (para anotar telefone, endereço, email, etc... - celular para que né?)
- canetas (uma para escrever e outra para grifar).
- um remedinho (para dor de cabeça, para cólica, anti-concepcional)
- óculos de sol
- óculos de grau ou lentes e soro fisiológico


Em bolsa de bailarina tem: TUDO O QUE TEM NA BOLSA DE MULHER +:
- lenço de quadril (leia mais aqui:)
- véu de seda (as vezes mais de um)
- snujs (SIM! Não ocupa espaço e você nunca sabe quando vai precisar)
- uma necessaire de maquiagem: (rímel, lápis preto ou kajal, blush, bb cream ou base, pó compacto, e todo o kit de pincéis)
- lenços umedecidos (um para os pés e um para remover maquiagem)
- ipod, ipad, mp3, cd ou qualquer um desses para ouvir as músicas
- caderno de anotações (esse é o da aula)

Essa bolsa é aquela do nosso dia a dia, aquela usada para dar aula ou para fazer aula.
*Você pode me ajudar escrevendo mais alguma coisa - eu confesso que ficarei espantada

Agora, se você for da aula para um show a bolsa tem: TUDO QUE TEM ACIMA +:
- figurino (as vezes tem que levar dois)
- sapato (SIM! dependendo do lugar tem que dançar de sapato)
- uma troca de roupa (depois do show é muito comum ou ficar no lugar ou dar uma esticada - se prepare para tudo - mais para frente vou falar sobre isso ou por que você não deve levar calça legging nessas ocasiões)
- abay ou capa (não é legal ficar desfilando de figurino entre os convidados ou clientes do local, sabia?)
- MAIS MAQUIAGEM!
- uma necessaire de bijus (brincos, pulseiras, anéis, colares, e toda sorte de bugigangas imagináveis)
- alfinetes, para a roupa não cair né amiga?
- kit de costura (só para pessoas aptas, o que não é meu caso).

Lógico que isso tudo pode se transformar numa mala, mas eu mesma já enfiei tudo numa única bolsa, então...

Nem vou falar aqui da parafernália de acessórios que levamos: espada, bastão, mais véu, véu wings, etc..



*Eu escolhi essa imagem porque achei a mais próxima do meu estilo, mas essa fotógrafa, Sarah Benton, fez um trabalho incrível fotografando só o que tinha dentro das bolsas das mulheres, confere aqui: In Her Handbag e veja se não se identifica com alguma



Podíamos fazer uma série só de bailarinas né????

Beijo

Ju

Tuesday, May 31, 2016

Por que a aula fica chata?

Oie!!


Sabe aquela preguiça de ir para a aula?
Notou que começa a dar desculpas das mais esfarrapadas para não ir?
"Está chovendo"
"Está muito calor"
"Está muito frio"
"Estou com cólica"
"Tenho reunião de trabalho"
"Vou acordar cedo amanhã"
"Peguei muito trânsito"
Está certo. Algumas vezes pode até ser verdade. Mas todas as vezes?
Observe se está utilizando essas saídas para fugir da aula. Faz quantas semanas que você não vai?

Dai você pensa: poxa, eu gostava tanto. Tinha tanta vontade de aprender. Perdi o tesão....

O que pode ter acontecido?
Vou te dar alguns possíveis motivos:
1 - A modalidade não era o que eu esperava - Tudo bem. Ninguém é obrigado a gostar de nada. Se você se dá melhor assistindo do que fazendo, tudo certo.
2 - Não estou gostando da turma. - Que tal chegar na Professora e dizer o que está acontecendo? Se não conseguir resolver na turma, talvez ela tenha outras opções de horários para você, né?
3 - A didática é maçante. Muito repetitiva. - Aqui vou me aprofundar um tiquinho:

De uns tempos para cá, as aulas de dança do ventre sofreram modificações até mesmo para acompanhar a dança, propriamente dita, que se modernizou e sofre influências de outros estilos (sim! admitamos!).

No entanto, noto que, enquanto nos primórdios, a aula era aquele copia e cola, aquele chega e vai dançando, onde as alunas iam vestidas com figurinos, etc., hoje, a aula virou algo extremamente técnico, frio, chato mesmo. É do 8 ao 80.

A técnica para o movimento é de suma importância para a realização do mesmo.
Mas existem maneiras de usar técnica sem ser mala.
Usar nomenclaturas complexas, nomes esquisitos e termos que nenhum leigo vai entender só distancia o professor do aluno.
Não há nada de errado em começar pelo lúdico (sabe Educação Infantil?) e ir aos poucos inserindo a aluno (o) nesse universo novo.
Agora, verdade seja dita: é preciso de treino e repetição para que o movimento saia bem feito. Não existe segredo.
Não quer que a (o) Professor (a) fique repetindo toda a aula, estude em casa mais vezes. Facilita.

Há momentos no estudo que as coisas ficam mais difíceis mesmo. Como qualquer estudo.
Seja porque você tem mais dificuldade, seja porque não goste mesmo.
Garanto: passa.

Outra coisa para você Professor (a): se a aluna (o) avançou, deixe-a (o) ir! Prender aluna (o) na turma vai desmotivá-la (o).

Beijo e até mais


for all the emotionally empty places that seem overwhelmingly social - Jenny Yu.:






Thursday, May 05, 2016

E o lencinho de quadril?

Oie!


Qual a primeira pergunta alunas(os) fazem ao começar a frequentar aula de dança do ventre?
Precisa usar lenço de quadril?
Eu respondo: não.
Mas por que usam?
Eu diria que o lencinho de quadril é um acessório que define, mais do que qualquer outro, o "uniforme" da aula de dança do ventre.
Quando uma pessoa coloca o "carão" na janela para ver o que está rolando e vê pessoas de macacão/legging e o lenço amarrado na cintura, logo solta: Ah, é aula de dança do ventre (mesmo que a música não seja).
Além disso, ele marca o nosso principal local de "trabalho" - o quadril.
Eu particularmente, uso o lenço sem moedas ou pingentes. Mas isso é gosto. Eu costumo usar lenços com tecidos mais leves e até mesmo algum véu que já esteja mais surrado.
Hoje, no mercado, você encontra lenços de tudo quanto é tipo: com moeda, de crochê, de seda, com miçangas, com fuxicos, etc...
E também uma variedade de marcas e fornecedores.
Outro ponto importante é que os lenços não são utilizados somente em sala de aula. Você vai vê-los também no estilo Baladi, por exemplo. Quer ver?


*Eu amo o trabalho da Marta Korzun! Quando tiver um tempinho vai fuçar.

Fica tranquila(o), com o tempo você vai querer ter uma coleção deles!

Beijo e até mais!

Ju







Friday, April 29, 2016

Por que fazer aula experimental?



Olá!


Sabe por que você agenda uma aula experimental?

1. Para conhecer a professora e o trabalho dela;
2. Para conhecer o espaço/escola;
3. Para conhecer a modalidade;
4. Para saber se consegue acompanhar a turma.

Não a toa, a grande maioria das escolas e professoras oferecem essa oportunidade a você.

E cabe, não somente para quem é iniciante, mas também para quem está em níveis mais avançados.

Sabemos que cada escola e professora se utiliza de determinado método para ensinar e isso vai fazer diferença logo no primeiro contato - Dica para professoras (es): Tenha um método didático!

Outro ponto é o próprio espaço físico. Você precisa conhecer o lugar e sua localização. Ele precisa ser agradável aos seus olhos. Tem que ser confortável para você. Dica para locais: Limpeza, organização e recepção fazem toda a diferença!

Se você nunca praticou, mas tem vontade e ama ver bailarinas dançando, isso não significa que quando fizer aula vai ser como esperava. Às vezes, você experimenta e acredita que é melhor espectador (a) do que dançarina. Dica para você: Você pode fazer aula como hobby ou como atividade física. Não é obrigatório se apresentar.

Quando a turma já iniciou, você precisa se inserir no que já está acontecendo, a adaptação é muito mais sua que do restante e a empatia inicial vai contar nesse momento. Dica para professoras (es): Acolha o (a) novo (a) com carinho e gentileza. Todo mundo quer se sentir bem vindo. Faça com ele (a) o que gostaria que fizessem com você e oriente o restante da turma. Dê o exemplo.

E você, já agendou sua aula experimental hoje?

Como foi sua experiência?

No jardim sem cores com o tempo dará flores
Se plantei chorando sorrindo eu vou voltar
-Marcela Taís
Tempo de viver o novo de Deus!

Beijo

Ju


Thursday, February 11, 2016

Improviso Consciente



Olás!!

Sim, eu sei que todo mundo já falou sobre esse assunto, mas achei que devia escrever  e colocar minha opinião sobre o tema.
Improvisar é causa de tremedeiras, taquicardias, nervosismo e bloqueios de toda ordem em alunas (em profissionais também!).


IMPROVISAR:
fazer, arranjar de repente, sem preparação, organizar às pressas.

É o significado do verbo literalmente.
Podemos, adaptando para o universo da Dança, retirar o termo "sem preparação" e usar o restante, sem problema algum.

Não vou falar para você: ah, se joga! coloca a música e vai! NÃO!!!
A preparação é essencial para que o improviso aconteça.
Vamos então separar parte a parte:

1. COM preparação: Durante as aulas regulares o aprendizado se concentra muito mais na parte técnica do movimento. A cada aula você aprende um passo e como executá-lo. A repetição é importantíssima na medida que somente ela levará à execução perfeita do mesmo. À medida que você o faz ele vai ficando mais "orgânico", começa a sair sem que você "pense" para fazer.

2. Arranjar de repente: A Professora/Professor passou a parte técnica e solta um: AGORA VOCÊS. - pânico geral. Aproveite! Agora é a hora. Tem alguém que você confia olhando. Não tenha vergonha. Ser surpreendido nos faz agir mais rápido.

3. Organizar às pressas: Depois da surpresa, você precisa então, rapidamente, colocar a cabeça e o corpo para funcionar (ao mesmo tempo) e realizar o exercício. Mas não esqueça de respirar. Lembre do número 1.

4. Fazer: pronto. Você nem vai acreditar, mas estará dançando (sem estar coreografada/o). 

Veja, o improviso deve sim ser trabalhado desde o início, desde o Básico, desde sempre. O improviso aqui não deve ser tratado como algo complexo. É algo trabalhado, passo a passo. Dançar uma música inteira com apenas um conjunto simples e pequeno de passos sem que seja coreografia é sim improviso.

Outras dicas:

- Ouça muita música árabe!
- Exercite em casa também!
- Faça aulas extras!
- Sempre que for convidada/o: DANCE!

Bons estudos!

- inspiration for SexyMuse.com - ... wow... the movement...!!!:

Thursday, September 10, 2015

Eu as vezes não sei

Todo mundo tem momentos de crise. De querer desistir. De se fartar das coisas e das pessoas. De achar que escolheu caminhos errados. Que está nos lugares errados.
Eu também.
Minha cabeça parece mais uma montanha-russa.
Eu penso já realizando e depois já penso em outra coisa, as vezes em duas ou três ao mesmo tempo. E daí realizo tudo ao mesmo tempo.
Alguma coisa dá errada mesmo.
Geralmente, eu adoro começar. Tudo. Começo a malhar, começo a escrever, começo a ler, começo, começo...
Depois, tudo me deixa entediada. Dai eu paro.
Logo mais, começo tudo de novo.
Com a dança acontece a mesma coisa.
Eu comecei a dançar (mais precisamente Dança do Ventre) há 10 anos.
Que legal que foi o começo...
Fazia mil aulas, comprava roupa, fiz amigas, saia com elas, tinha um namorado novo, logo comecei a fazer show. Maior legal!!!!
Dai passaram os anos.
Continuei fazendo aula. Menos.
Comecei a dar aula. Mais.
Mudei de emprego.
Conheci pessoas que nem imaginava um dia conhecer.
E dai começaram as neuras.
Quanto mais tempo estou nessa profissão, mas sinto a concorrência nos meus calcanhares. Mais sinto pressão. Me cobro muito mais.
Vendo numa ótica negativa, tudo isso é um saco! Isso não estava no pacote! Ninguem me falou que ia ser essa paranoia toda!
Se eu dou uma aula média, me sinto a última das pessoas! Quando meu solo é médio, tenho vontade de desaparecer da face da Terra. Não durmo. Me remoo. Quero jogar tudo para o alto.
É a parte não-tesão da profissão. Como qualquer outra ora bolas!
É trabalho? Precisa acordar cedo. Precisa se programar, ter agenda. Precisa estar alerta as novidades.
Não é fácil...
Dai eu me lembro da parte tesão da profissão: é arte, é delicioso dançar, é muito gratificante ensinar, consigo fazer minha agenda, me sinto um luxo nos figurinos, amo a música e fiz amigos trabalhando com ela.
Precisa mais?

PS: Sim, eu já quis desistir várias vezes....


Monday, June 08, 2015

Aula é na Sala de Aula

Oi!

Quem aqui não gosta de dar uma fuçadinha nos vídeos de dança no youtube ou mesmo no facebook e instagram?
Todo mundo olha!
Eu olho; direto...
Agora, usar isso como única fonte de estudo?! Não né?!
Para aprender ou exercitar qualquer atividade física é necessário prática presencial!!
Não dá para fazer a distância. Não dá.
Como complemento serve, mas como única fonte não. Definitivamente.
Vá a aula, aprenda, repita o movimento, tire suas dúvidas, mostre a/ao professora/professor sua dificuldade.
Chegue em casa, repita, pegue o vídeo gravado em aula e refaça.
Caso seja um improviso ou um solo que esteja tentando montar, de novo: faça na sala de aula, mostre ao/a professor/professora, receba uma avaliação.
Em casa, ajuste os acertos e erros. Use os vídeos como inspiração ou auxílio. Só.
Ficar limitada/o somente em vídeos de outras pessoas, sem o respaldo da sala de aula com professora/professor, vai limitar sua dança a ficar somente (e olhe lá) igual a dança do outro.


Vamos para a sala de aula gente!!


Beijo e até breve!

Ju




Friday, March 06, 2015

Sobre o Tempo...


Eu faço 596870 coisas ao mesmo tempo.
Eu cuido da casa, do filho, do marido, das aulas, das alunas, da chefe, das parceiras, dos projetos e por fim de tuuuuuudo, de mim.
Minha vida tem que ser super organizada.
Meu horário é sagrado.
O tempo é limitado.
Daí vêm as escolhas: com tanta coisa para fazer, como priorizar o que é mais urgente, importante e que vai exigir mais?
Filtrando...
Nem sempre, na hora que fazemos as escolhas, acertamos.
Você monta um plano, mas, muitas vezes, na hora de executar, não vira. Em especial quando não depende só de você.
Minhas urgências hoje: eu, projetos que devem sair do papel (coisa que fica muito tempo no papel perde a cor).
Minhas importâncias hoje: minha família, minha casa, eu.
Acho que comecei o ano mais "filtrada".
Fiz uma reciclagem, joguei coisa fora, dispensei trabalho (sim, porque é preciso às vezes).
Estou dando espaço para execução de projetos mais criativos, estou num processo mais criativo.
Respiro mais e melhor.
Desperdiço menos energia, meu desgaste emocional e físico tem sido menor.
Estou disposta para mim!

Que horas são?????



Wednesday, June 04, 2014

Como ser uma Bailarina Comercial, sem perder a ternura - Parte 2


Bom, daí você aprendeu como se tornar comercialmente interessante e manter seus clientes fiéis.
Pois bem.
Agora é a hora de se manter fiel a você e a seus princípios.

Vou citar um exemplo de Bailarina que consegue aliar filosofia de vida com sucesso profissional.

Ju Marconato.
É excelente Bailarina.
É Professora espetacular.
Mantem uma escola de renome no interior de São Paulo.
Tem muitas alunas.
Faz sucesso em todo Brasil.
E: nunca deixou de lado seus princípios, tampouco deixou de ser, em primeiro lugar, uma pessoa de valores.

Não a conheço pessoalmente, mas tenho relatos suficientes para basear minhas afirmações.

Além dela, poderia citar algumas outras, mas vou ficar nesse exemplo (em todos os sentidos). Seu nome surgiu durante conversa com a Web Design Vanessa Veiga, da Agência Mitrah.
E então indagamos: por que Ju Marconato se mantem nesse patamar?
Ela consegue ter várias alunas e, sem perder a doçura, mesmo com um lado comercial tão apurado, faz uma dança de gratidão, de forma positiva, sem jamais esquecer do lado espiritual.
Quem mais faz isso?
De qualquer forma, é importante salientar que isso é dela.
Não estou dizendo que todo mundo precisa fazer assim agora porque vende, porque é legal, porque é bonito, e blá, blá, blá...
Só dá certo porque é dela. Porque é verdadeiro e genuíno.

Precisa transmitir algo que seja real para suas alunas.
Precisa firmar sua imagem como sendo única e verdadeira.

Agora veja eu, por exemplo: eu sou muito mais conhecida por ser engraçada ou espontânea do que qualquer outra coisa.
Adianta eu criar um personagem/imagem de Deusa do Olimpo ou Ser Inatingível só porque eu acho que as pessoas acham que é isso que elas procuram quando vão para a sala de aula?
Claro que não. Seria um tiro no pé.

Pensar assim funciona:
1 - Missão
2 - Visão
3 - Valores

Agregando os três pontos vai ter mais garantia de sucesso no futuro, com perspectivas de ganhos em todos os sentidos.
Você vai entender que se sua missão não é ser bailarina, não vai conseguir dizer isso ao mercado e se vender.
No final, mesmo que sua missão seja ser bailarina, mas com uma caricatura pronta e já manjada, também não vai conseguir vender.

Como disse minha amiga e consultora para assuntos especiais, Vanessa Veiga, da Agência Mitrah

"Diferencie-se! Ser igual a todo mundo só a torna mais uma no mercado; fazer algo diferente a transforma em estrela!"






Monday, May 12, 2014

Como ser uma Bailarina Comercial, sem perder a ternura - Parte 1


"Ela tem mais alunas porque é mais comercial"
"Ela dança tão bem, como a turma dela é tão vazia assim?"
"Acho a aula da fulana sensacional, mas nunca vem aluna experimental ou nova"
"Já viu a aula da beltrana? É pura enrolação, mas é lotadaça!"

Já ouviu isso?
Agora, você sabe diferenciar uma bailarina comercial de outra que não seja?
Você sabe o que é ser comercial?
Ser vendável?
Você é comercial?

Vamos por partes.
Podemos começar com um pequeno passo a passo.

Pensando em alunas:
1 - Desperte a atenção de sua cliente: o que você tem a oferecer? Estimule o interesse; diga o que faz, quando, onde, de maneira limpa e objetiva;
2 - Aguce o desejo dela: ela te viu, viu o que tem a oferecer, faça-a querer seu trabalho; mostre vídeos e fotos. Ela deve acreditar que você vai ajudá-la.
3 - Faça a cliente agir: monte uma aula aberta, ofereça aula experimental gratuita. Cadastre. Ligue, envie email, mantenha contato.

Eu diria que para vender seu show funciona da mesma forma, e até colocaria mais um item: faça seu trabalho sempre feliz e sorridente, com alegria e entusiasmo. assim, quem te contrata fica mais animado para novos trabalhos.

Além desses pontos mais técnicos, hoje temos uma série de opções de divulgação para nosso trabalho.
Observem bailarinas que estão em todas as partes.
Elas usam:
Facebook - ok, todo mundo usa, mas será que de maneira correta?
Twitter - incrível a quantidade de gente que usa pouco esse canal. Eu amo!
Instagram - publica-se fotos e vídeos de tudo: aula, passeios, cachorro, gato, papagaio. É quase um BBB. E funciona!
Youtube - vídeos são a melhor forma de divulgação on line: a pessoa vê, acha lindo e quer fazer aquilo que você faz! Acho o máximo!
Mail Marketing - email é e sempre será o registro mais garantido de seus contatos.
Sites de divulgação da Dança/Revistas Especializadas - Tem gente que sai direto. É uma despesa fixa. Eu acho alguns caros, já usei, deu retorno, mas não coloquei mais no meu orçamento, a se pensar...

Só que, para dar retorno, para "vender", tudo isso precisa ser muito bem feito.
Geralmente, que é "comercial" ou tem contratado empresa de web ou uma pessoa da área que ajuda.
Não adianta ir jogando informação aos montes, ninguém lê. Ninguém lembra.
Eu tenho indicações excelentes para tudo isso.

Agência Mitrah - criação de sites, material gráfico, criação de identidade visual e gerenciamento de mídias sociais;

Revista Shimmie - revista especializada em Dança do Ventre e afins

Central Dança do Ventre - portal de Dança do Ventre

Afora isso, lembre-se que mesmo sendo uma excelente divulgadora, você não criará fidelidade com seu cliente se não conseguir entregar o que vendeu, entende?

Essa primeira falamos em como se mostrar para as pessoas, como se divulgar, como se mostrar.
Logo mais, falaremos sobre se manter e manter seu estilo, sendo comercial.







Friday, May 09, 2014

A Bailarina se torna mãe


Quando você é Bailarina tem uma profissão com horários malucos, total falta de rotina e um mundo inteiro de opções de trabalho.
Quando você é Bailarina e se torna mãe, tem que conciliar seus horários malucos com os horários de seu filho, ajustar sua falta de rotina à rotina da criança e escolher um mundo mais reduzido de trabalho.
É possível?
Eu tenho experiência com isso e vou dizer: sim, é possível!
Muitas meninas questionam a maternidade quando querem se tornar profissionais, e outras, já em estágio profissional, perguntam se "vale a pena" abdicar de projetos profissionais para se tornarem mães.
Quando fiquei grávida, estava me preparando para me lançar ao mercado com mais força, me jogar e me colocar como "disponível" para quem quisesse me contratar. Bum! Engravidei....
Aquilo não me desmotivou, mas fui aos poucos focando na minha maior criação: a gestação.
Não abandonei a dança, pois, ainda bem, trabalhava num local onde foi possível continuar dando minhas aulas até o 8º mês de gravidez.
E foi uma delícia! 
As alunas participavam da minha gestação, dancei na medida que meu corpo permitia e acabei encontrando outras formas de movimento.
Tive um parto incrível (normal) e bastante apoio antes e depois do nascimento do Enzo.
Isso é de suma importância quando você decide (ou acontece) ter filhos.
Pense se ao seu lado, existem pessoas que vão auxilia-la nas tarefas, se onde você trabalha haverá respaldo e compreensão para suas eventuais faltas, e por fim, se é realmente o que você quer, afinal, muda tudo, mesmo!
Tudo: o corpo, a cabeça, as amizades, a forma como enxerga as coisas, os seus valores, suas perspectivas futuras.
E isso vale também para outras profissões.
O que muda, em nosso caso, é que por sermos, na grande maioria, prestadoras de serviço, alguns benefícios como licença maternidade e convênio médico, são inexistentes. Tudo fica por nossa conta e isso deve ser pensado também.
Voltar a dançar depois do resguardo não foi das tarefas mais fáceis. O corpo tinha outro eixo, o mercado muda em um mês e daí surge uma nova adaptação.
Nada que seja impossível. Depende de sua organização e força de vontade.
Volte com calma, reorganize seu tempo, tenha paciência. Peça ajuda quando precisar. 
Lembre-se que nessa profissão é possível ter horários mais flexíveis!
O que posso dizer é que ser mãe é das coisas mais prazerosas da vida.
Hoje, tenho uma família linda, muito apoio de meu marido, um filho maravilhoso e estou no mercado trabalhando como e com o que eu gosto. Não tenho frustrações. Não acho que perdi tempo.
Quer se mãe? Seja!
Ser mãe é transformador, me tornou uma pessoa melhor, com certeza.

Para as Mamães Bailarinas, para as Mamães das Bailarinas, para as Mamães de todo mundo:

Feliz Dia das Mães!








Tuesday, May 06, 2014

Voltei!

Olás!

Há muito tempo não escrevo...
Não sei nem por onde começar.
Meu último post data de 05 de dezembro de 2012 - um ano e seis meses exatos.
Acho que dar uma resumida nos acontecimentos vale como start, vamos lá:
Depois de ter ficado sem espaço para dar aulas tendo em vista o fechamento de duas escolas (uma delas bem grande e com bastante tempo de mercado), resolvi arriscar tomar conta de "meus negócios" sozinha.
Não deu certo.
Se eu já achava loucura abrir escola antes, depois dessa experiência digo com conhecimento de causa que abrir um negócio não é para qualquer um, muito menos para quem não tem know-how.
Estava terminando meus estudos no Curso Técnico em Dança e fui convidada por Lulu para integrar o corpo docente da escola (Centro Cultural Shangrila House) e também cuidar da parceria que envolvia essa escola e Shiva Nataraj com o Curso Técnico.
Depois de tanto furo n'água, aquilo foi um sopro de esperança para mim.
Ingressei em Shangrila (escola que estou até hoje) e atualmente dedico meus dias a coordenar os cursos da escola, estudar e dar aula. Todas minhas paixões num único lugar.
Me formei e procuro a cada dia me tornar, não só um profissional melhor, mas uma pessoa melhor.
Por conta de tantas mudanças, acabei deixando de lado outra coisa que adoro e que me fez conhecer muitas pessoas: escrever.
E por conta dos últimos acontecimentos, me deu uma vontade louca de voltar para o blog.
E eu tenho assunto, ô se tenho....





Monday, December 19, 2011

Balanço Final - 2012


O ano está acabando, mas já estou de férias com a dança.
Meu primeiro semestre foi de erros e acertos (mais erros, é verdade), mas compensou pela experiência que me guiou para o segundo semestre.
Comecei o curso técnico no Shiva Nataraj.
Foi ótimo! Conheci muitas pessoas novas, fiz vários contatos bacanas e acrescentei a minha dança novas sensações, novo ritmo, novos sentidos. É só o começo.
Descobri que a Dança Cigana é muito divertida e, em certos momentos, até mais sensual que a dança do ventre. Não, não estou abandonando a dança do ventre. O jazz me deu força e flexibilidade para minha dança. 
Passei pela banca avaliadora do Restaurante Jaber e lá estou eu, integrando o casting e dançando com bailarinas maravilhosas. 
Participei do Festival Nacional Shimmie + BFD, sem dúvida um marco para mim: banca com os mais mais da dança, desfile de figurinos, concurso de beleza, workshops e espetáculo, pacote completo (leiam nos posts anteriores meu Diário de Bordo sobre cada um dos acontecimentos).
Esse também foi o semestre dos preparativos para o espetáculo de final de ano da escola onde dou aula, ou melhor dava....
É, eu tinha certeza que esse semestre fecharia o ano com chave de ouro, mas por um "acaso do destino", não foi bem assim.
Infelizmente, faltando pouco para o espetáculo, soube que a escola fecharia, a princípio temporariamente, sem previsão de volta.
É triste saber que o local onde você conviveu por tantos anos, fez tantas amizades, colheu frutos, investiu, não vai mais existir. É um falecimento, ao meu ver. Fiz de lá minha segunda casa, fiz das pessoas minha segunda família.
Por outro lado, começo a enxergar que talvez seja uma oportunidade para me jogar a novos rumos, novas direções, novos contatos, novas perspectivas. Realizar trabalhos diferentes, conhecer outras filosofias, conquistar mais espaço. Sim, acredito que 2012 será o ano das conquistas, para mim e para todas (os) nós!
Fecho meu ano e concluo que: nem tudo dura para sempre, mas aquilo que você agregou como experiência ficará impresso em você por uma eternidade.
Que venha o novo!






Friday, August 26, 2011

Sobre participar de Processo Seletivo



Recentemente participei de um processo seletivo para integrar o casting de bailarinas de um restaurante.
Mas não foi meu primeiro "processo", e posso garantir: todos são "dolorosos".
Quando eu tinha uma "vida normal" participei de várias seleções para estágios e empregos, alguns bem chatos, outros demorados e outros, bem, outros bem ruins, no sentido de serem mal feitos.
Enquanto bailarina, experimentei alguns processos seletivos e fui bem sucedida em uns, outros não. Da mesma forma, uns foram chatos, outros demorados e outros eu prefiro nem comentar.
O que difere os dois tipos, basicamente, é a exposição. Sim, porque aqui não basta mandar um currículo bom, cheio de cursos, boa faculdade e trabalhos consideráveis. Outras coisas são envolvidas.
Também encaminhamos currículos, mas é a prova prática, a meu ver, a mais massacrante.
Envolve não só técnica, mas presença de palco e espírito, roupa, maquiagem, cabelo, mãos e pés. Mas isso é parte da vaidade.
Além disso, envolve carisma, educação, postura, ética e humildade. Tudo isso é parte da educação. E conta muito.
Depois que seu currículo é aprovado você se prepara, escolhe a música, ensaia. Escolhe a roupa, prova. Anota na agenda e vai.
Chega lá e se depara com bailarinas de renome, super boas tecnicamente, algumas conhecidas e outras surpresas. E diz: meu mundo caiu (para não dizer outra coisa).
Faz o que sabe fazer e espera pelo resultado, um martírio.
Daí, no dia que sai o resultado pede para alguém olhar para você, pois não tem coragem. Como somos negativas.
E fica feliz, pois passou!!
Ou, e fica feliz, pois não passou, mas recebeu várias dicas sobre o que fazer para ir melhor no próximo. Ganhou uma consultoria.
Sobre esse último, eu vou dizer: atormentei meu marido, meu filho e meus pais. Passei dias de apreensão. Não conseguia nem falar com minha chefe, e precisava....
Passar nesse último era tudo ou nada para mim (que bobagem), queria a todo custo ser selecionada, pois daí viriam várias oportunidades, meus rumos seriam mais certeiros.
Hoje, mais calmamente, percebo que sou capaz de alcançar meus objetivos, pois sou competente, trabalho direitinho, respeito meus colegas de profissão e evolui profissionalmente, então por que não conseguiria??
Todo mundo tem direito a um lugar ao Sol, então corre atrás do seu!









Friday, August 19, 2011

Vergonha


Eu não deveria, mas ainda me surpreendo com algumas coisas.
O que verão a seguir é uma afronta ao trabalho sério e profissional.
Eu tenho vergonha, mas ainda assim vou compartilhar minha indignação.
Não conheço e é pouco provável que chegue a conhecer qualquer uma das partes envolvidas no vídeo, de qualquer forma, registro que não sei quem é pior: a "professora" por ter submetido a "aluna" nesse embaraço ou a "aluna" por ter permitido a postagem do vídeo (vejam a quantidade de visualizações). Segue:


É de doer. Eu não vejo graça nenhuma.
Tenho o maior cuidado e carinho com aquelas que me procuram para dar aula, me preocupo com elas dentro e fora da sala de aula.
Mantenho-me atualizada para não cometer erros grosseiros. 
Vamos estudar e nos preparar melhor para as aulas, que tal?
Só assim seremos profissionais dignos e nossas (os) alunas (os) sentirão orgulho em mostrar ao mundo como são felizes e amadas.

Tuesday, June 28, 2011

Ainda falando em fusão

De verdade, está começando a me incomodar essa coisa de fusão, mistura, mix, etc... na dança do ventre.
Tenho visto só porcaria, nada que seja de fato resultado de estudo, nada relevante.
Separei alguns vídeos da mais "in" das fusões: o ballet clássico.

Esse com a música do "Lago dos Cisnes". Se aguentar, assista tudo:




Aqui eu não entendi se era Ballet com Dança do Ventgre ou Dança do Ventre com Ballet:





Aí tem a Sabah uma das precursssoras da fusão aqui falada:




Tudo bem ela tem técnica, fez um trabalho decente, reconheçamos.

Mas eu realmente não estou mais suportando essa hstória de misturar tudo. Adoraria ver de novo a dança do ventre atuando no papel principal e não como figurante.
Acho legal usar as outras danças como parte de um processo, usar as técnicas, ouvir as músicas, experimentar. Mas ponto.
Quando assitir um show de dança do ventre quero ver a bailarina dançando o que fui ver e não mostrando como sabe realizar piruetas e chasses. Se souber, que bom, desde que demonstre o quanto seus oitos e tremidos são bem realizados, pode até virar cambalhota que eu não ligo.

Monday, May 23, 2011

A Fábula da Macaca

Dona Macaca não se chamava Macaca. Ela se chamava Anta.
Dona Anta era uma pessoa tímida, reservada e só queria ficar quieta em seu canto comendo e observando. Sofria bulying dos outros animais, vivia triste e cansada, achando que nunca daria certo na vida.
Mas como todo bom animal que se preze, cansou de ficar nessa vida de mero espectador e resolveu virar o jogo. "Chega de sofrer! Chega de ser "zoada" e maltratada! Agora vai ser minha vez!"
Muito animada e entusiasmada lá se foi a Dona Anta correr atrás de seu prejuízo. Passou então a conviver com o Rei Leão.
Poderoso e muito respeitado, foi ele quem mostrou a ela todos os outros animais, seus modos e costumes, como viviam, o que vestiam, onde passeavam, etc. Ela gostou, lógico.
Era um outro mundo, diferente daquele que ela estava acostumada, lamacento e mal cheiroso. Esse era um mundo onde todos tinham status de mestres e cada um tinha seu espaço respeitado.
Um dia, Rei Leão apresentou a Dona Anta a Madame Gata. Ah que linda, esbelta, ela flutuava enquanto andava. Tudo nela era perfeito, nem precisava se esforçar muito. Dona Anta ficou maravilhada com tanta beleza.
A partir de então, Dona Anta começou a conhecer os outros: O Sr Tigre-Branco, o Mister Pavão, Miss Girafa, e todos os demais.
Sua admiração foi crescendo a cada dia por esses seres. Passou a frequentar o mesmo habitat, comer as mesmas comidas, dormir nos mesmos horários, uma loucura. Era como se estivesse começando a viver naquele momento, como se seu passado não existisse. Pois é....
Por conta disso, um belo dia se esqueceu quem era. Não se lembrava seu nome, não sabia de onde vinha, nem para onde ia. Só conhecia aquele mundo novo e seus  novos "amigos".
"O que vou fazer????", pensou. Resolveu pedir ajuda ao Mestre Urso e foi então que ele lhe disse:
"Você tem frequentado nossas "rodas" com muito entusiasmo e assiduamente. Manifesta-se de maneira ruidosa quando um de nós fazemos o menor sinal ou gesto. Está sempre "pendurada" em um de nós. Lembrei-me agora de um antigo amigo meu que demonstrava seu amor da mesma forma e sugiro então que se chame como ele: Macaco. No seu caso será Dona Macaca, sobrenome Auditório".
E foi assim que Dona Anta se tornou Dona Macaca de Auditório, cuja vida é perseguir outros animais, sem se preocupar quem foi um dia; sem se preocupar com sua personalidade. Ela não sofre mais bullying, em compensação, será uma sombra daqueles que admira. Nunca será um deles e não se importa, desde que fique com eles.
Pergunta: adiantou Dona Anta se tornar Dona Macaca?

Thursday, February 10, 2011

Etiqueta para aula de dança do ventre


Passando pelo blog Ballet Adulto (http://ballet-adulto.blogspot.com/) achei um artigo super interessante sobre etiqueta na aula de ballet. daí pensei: por que não escrever sobre etiqueta na aula de dança do ventre?
Sim, porque somos vistas como as "bagaceiras" das academias de dança. Mas não é bem assim.
Vamos lá:
1 - pontualidade: chegue sempre no horário, não faça sua professora e colegas de turma esperarem você. ou ainda, não entre atrasada na sala como se nada estivesse acontecendo. Atrasou, tudo bem, mas não abuse.
2 - roupa de aula: para dança do ventre o "uniforme" é bem mais despojado que o de Ballet, mas nem por isso devemos praticar a aula de calça jeans ou similares, como já vi. Não tem aquele macacão de aula ou calças com aberturas laterais? Leve uma roupa confortável, do tipo ginástica.
3 - respeito à colega e à professora: é horrível quando no meio da aula (aquela preparada com muito estudo e carinho) grupinhos com falatórios começam a se formar. Isso é a mais absoluta falta de respeito não só com a professora, mas com outras colegas também. Durante a aula sempre existem momentos de descontração (a professora mesmo vai indicar a hora certa) quando todo mundo pode falar, rir, contar alguma novidade, etc...
4 - hierarquia: quem está à frente da sala, escolhe as músicas, dita o repertório da aula e fala quando acabou é a professora. Existe hierarquia dentro da sala e ela deve ser respeitada, caso contrário, se houver qualquer problema, a professora não terá como resolvê-lo;
5 - Faltas: evite faltar nas aulas, pois todo o trabalho é sequencial (na grande maioria das vezes) e se perder uma, duas, com certeza sairá prejudicada no final;
Só para ressaltar, esses são parâmetros resultantes de algum tempo de trabalho como professora. Alguns vão achar ditatorial, outros nem tanto.
Lembrando que podem ser aplicadas a qualquer aula, seja de dança, ginástica ou afins.
De qualquer forma, mantendo uma convivência agradável, com certeza todos sairão mais felizes e os resutados serão bem mais positivos.


Foto do site: http://www.howtobellydance.com/images/Belly_Dance_class.gif

PS.: Obrigada Ana pelo tópico
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