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Ju Sobral

Blog com informações, dicas e atualidades sobre a dança do ventre, Voltado para alunas, profissionais e curiosos
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Tuesday, June 14, 2016

O Jardim das Belezas



Era uma vez...


Um Jardim lindo, cheio de flores de todos os tipos, árvores grandiosas, árvores frutíferas (todas muito carnudas e coloridas), grama fresca, plantas verdinhas e muito vivas.
Esse Jardim tinha Jardineiras muito cuidadosas, que regavam todos os dias as belas plantas que adornavam sua beleza.
Mas haviam também Jardineiros que de vez em quando vinham para ajudar nesse cuidado. 
Certa vez, a Jardineira chefe, ordenou que mais Jardineiros fossem ao lindo Jardim para auxiliar no cultivo das plantas.
O Jardim foi ficando cada vez mais formoso, era um colírio aos olhos...
E assim, cada Jardineiro ficou incumbido de determinada parte do Jardim. O trabalho foi dividido de forma que todos pudessem realizar o trabalho com maestria.
Conforme o trabalho rendia, aquele que tivesse o pedaço do Jardim mais bonito ia ganhando notoriedade, ia ganhando outros espaços, tinha reconhecimento.
Acontece que, nem todos os Jardineiros tinham a mesma habilidade com as plantas. Assim, haviam espaços no Jardim que tinham mais flores ou frutos que outros.
E da mesma forma, os que não eram hábeis, acabavam sendo esquecidos e nada reconhecidos.
E assim foi passando o tempo...
Certa vez, ao entrar no local de rega, um Jardineiro notou que as orquídeas que havia cultivado com tanto carinho e amor, estavam quebradas.
Notou também que o pé de jabuticaba estava com frutas faltando.
Sem falar da samambaia estava murcha, murcha...
Aquilo lhe causou uma tristeza tão grande que sequer conseguiu trabalhar nas outras plantas e foi embora.
Voltou no outro dia e ao passar por entre as rosas, o comigo-ninguém-pode e a macieira de seu Jardineiro vizinho, notou que haviam orquídeas e samambaias na macieira dele!
Perguntou então:

- Vizinho Jardineiro, eu não sabia que você tinha essas plantas no seu Jardim. Desde quando elas estão ai?

- Poxa vizinho, sabe que não sei como elas vieram parar aqui? Aceita um biscoito com geléia de jabuticaba que acabei de fazer?


Fim.
Enchanted forest:

Thursday, October 29, 2015

Estica e Puxa

Olás!

Olás especial para você que é puxa-saco, baba-ovo, bajulador/a, adulador/a.

Deus está vendo!

Pare de rasgar seda com o único e pouco louvável objetivo de conseguir algo para seu próprio benefício.

Salvo se você não estiver percebendo seus atos, vou te dizer: Para que tá feio!

Há diferença entre fazer porque é fofona, porque é educada ao extremo, blá, blá, blá (eu não suporto gente fofa demais - me parece falso) e fazer com intuitos escusos.

Eu sou uma pessoa pró-ativa, disponível, prestativa e educada, mas faço até onde acho que cabe no meu limite.

Por exemplo: a professora pergunta se você pode auxiliar na aula e participe dos ensaios. Você que não está morta diz: claro, só preciso ver minha agenda e minha disponibilidade. No que eu puder ajudar estarei presente. A professora agradece e vê em você uma parceira.
Agora, você que é puxa-saco responde: MAS É CLARO QUE SIIIIIIM! VOU COM O MAIOR PRAZER! SE QUISER EU MONTO A COREOGRAFIA, FAÇO CHAMADA, SIRVO CAFÉ, NÃO DURMO E ME FAÇO DE CAPACHO! - isso tudo assim mesmo, gritando, em êxtase. A professora agradece e vê em você uma otária.

Ora, deixa de ser ridícula....
Se respeite.
Para que tá feio (de novo).

Lembre-se que quando fazemos as coisas de maneira racional o resultado se mantém por muito mais tempo. Projetos que só levam a emoção em consideração, duram o famoso que seja eterno enquanto dure....


Beijo e tchau








Monday, June 22, 2015

Escolhendo o figurino

Oi gente!

Nesse post falarei um pouco sobre a escolha dos figurinos, sob meu ponto de vista.

1 - Comecei a dançar agora:
No início, não temos muita referência mesmo. Você escolhe o figurino de acordo com seu bolso (muitas vezes não queremos investir num mais caro ou melhor por não ter certeza do tempo que ficaremos nesse universo) ou de acordo com o gosto de sua professora/professor (esse é aquele que fazemos para dançar em grupo).
Caso seja a primeira opção, cuidado: mesmo não querendo investir muito, se for comprar novo, atenção onde compra, qual o material usado, etc...
Figurino de dança do ventre também segue tendência de moda e tecnologia de tecidos.
Observe se o figurino combinada com seu corpo, seu tom de pele, cabelo, etc. Eu por exemplo não uso cinto com muitas franjas ou penduricalhos, pois encurta minhas pernas.
E mais importante: se ele é confortável. Lembre-se que você ainda está no começo e aprendendo. Não pode ficar incomodada com sua roupa.
Comprou, chegue em casa e dance com ele antes de se apresentar. Sempre!


2 - Vou começar a fazer show:
Nesse caso, se você será escalada sempre para dançar no local, precisará ter uns 3 ou 4 figurinos para começar. Procure variar as cores e estilos, entre saias justas/sereia ou clássicas/rodadas. Lembre de ter um figurino folclórico (capa de khaleege ou galabia, por exemplo).
Se você vai fazer um único show, é convidada ou vai solar em algum momento especial, prepare o figurino de acordo com a música, o ambiente que vai dançar (é palco? é festa privada?).
Aqui você já conhece mais seu estilo, conhece uma figurinista que entende melhor seu gosto, etc. Fica mais fácil de montar seu guarda-roupa (sim, temos um guarda-roupa de dança do ventre - mas meu sonho mesmo é o closet!)


3 - Agora sou profissional:
Vai fazer book, certo? (Precisa). Variar o figurino e fotografar com roupas novas é essencial. Ter uns 5 figurinos bons é normal. Veja: vai fotografar para o book, vai fazer show, será convidada para dançar em alguns lugares, etc.. Precisa ter um guarda-roupa impecável e sempre pronto.
Geralmente, as profissionais têm uma figurinista do tipo "exclusiva". Geralmente nos tornamos fiéis a determinado atelier. Escolhemos, quase que definitivamente, um local onde faremos nosso figurino e de nossas alunas quando montamos coreografias.
Por que? Porque é mais confortável, é mais seguro, é mais confiável, cria fidelidade de ambos os lados.
Eu faço isso. Eu prefiro. Tem gente que não faz. 


Louca para comprar o seu? 
O que é importante aqui: 
- o figurino precisa ser bem feito (corte bom, bordado a mão - preferencialmente -, tecido de qualidade, acabamento decente), 
- tem que ser de acordo com seu corpo (esconda o que não gosta, valorize o que está bom), 
- escolha uma cor que fique melhor no seu tom de pele e cabelo
- deve ser confortável para dançar.
Para quem ainda não tem o seu, garanto: vestir um figurino nos transforma. É quando realmente nos sentimos bailarinas.


Até o próximo post!

Beijinhos

Ju Sobral



















Monday, June 01, 2015

O Tempo

Olá!



Tenho sido procurada por várias meninas e mulheres interessadas em fazer aula de dança do ventre e sempre me perguntam:
- quanto tempo demora para aprender?
Minha resposta costumeira é: depende de você!
Sim!
A dança do ventre não tem um cronograma ou terminologia (pelo menos não conhecida de nós) que possa garantir o tempo de aprendizado.
Começar é apenas um passo.
Geralmente, o início é de uma aula por semana, em média de 1:30 hs de duração.
Conforme você avançar, ainda num nível básico, se tem a intenção de dançar profissionalmente, vale sim aumentar sua quantidade de aulas de 1 para 2 por semana.
É legal também fazer aulas especiais, do tipo folclore ou ritmos.
A partir dai, comece a fazer workshops (sem parar sua aula semanal).
Organize seu tempo para não perder as aulas, fique atenta ao que acontece, não só na escola onde estuda, mas em outros lugares onde existe dança.
Participar de eventos e festivais, assistir espetáculos de dança também ajuda.
Absorver o máximo das aulas, estudar sempre, aprimorar e não desistir, farão de você uma profissional competente e competitiva no mercado.
Mas observe: em nenhum momento consigo estipular um tempo para você....
Porque é impossível.
Se eu tiver que falar numa média, chutaria uns 4 ou 5 anos para estar apta a dar aula por exemplo.
É muito? Depende...
Depende de você.

Beijo


Até mais!

Ju








Monday, March 16, 2015

Quando seguir adiante


Que bom que você decidiu, e mais que isso, teve coragem de começar a aprender a dançar.
Muito mais que a vontade de vencer, é a coragem de começar algo novo.

Você passou pelo nível básico.
Aprendeu a transferir e trocar o peso, a pisar em meia ponta, os passos essenciais, braços, eixo, postura, despertou um corpo que nem sabia existir em você.
Se apresentou em grupo, numa coreografia montada pela professora/professor, fez o primeiro figurino.
Tirou foto. Foi filmada/filmado.
Sua família foi te ver.
Esse foi o começo de tudo. Foi mágico. 

Passou um tempo ainda nesse nível até seguir para o próximo: nível intermediário.
O intermediário. O meio. O médio. O nem lá nem cá.
Quem é você agora? Só sabe que não é básico e tampouco avançada.
A partir desse momento o que foi aprendido antes será usado, mas com outras experimentações. 
A coisa vai ficando mais difícil.
O corpo começa a ter outras respostas. Outras variações. Você se movimenta com mais desenvoltura. Reconhece alguns estilos. 
No começo, você estava aprendendo.
Agora você já sabe algumas coisas. Precisa usar delas para aprender as próximas.
Está ficando cada vez mais difícil.

Esse é o momento, a meu ver, crucial para quem aprende: e agora, vai ou racha?

Agora, a exigência é maior, afinal, você não quer ficar "para sempre" nesse nível e para ir ao próximo (Avançado), precisa estar pronta para executar leituras e variações mais rebuscadas, criar possibilidades, entender seu perfil na dança, entender seus limites.
Por isso, talvez, seja o nível que passamos maior tempo de aprendizado e ele não deve ser "pulado"!

Muito do que está sendo ensinado precisa ter absorção completa. E isso depende tanto da professora/professor quanto de você, aluna/aluno.
Isso exige tempo, organização, disponibilidade e vontade.

Então eu te pergunto: você quer? você está pronta?
Se a resposta é sim, ótimo! Siga em frente, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Quem disse que seria fácil?
Se a resposta é não, ótimo, também! Siga em frente, encontre o que te dá prazer, viva com alegria e entusiasmo, mesmo com todas as dificuldades e obstáculos. Quem disse que seria fácil?
















Thursday, November 01, 2012

Mudança de hábito



O Blog está meio largado, eu sei, mas vou considerar que ando trabalhando demais, o que é super positivo.
Ainda assim, ando lendo e vendo tudo!
Observo, analiso e filtro.
Essa é uma nova postura.
Quando comecei a escrever, tudo o que via era colocado aqui de forma crítica e até devastadora.
O Blog tem posts de pesquisa, de curiosidades, sobre meus trabalhos e até emotivos, mas além desses, tem também aqueles mais "agressivos".
Esses são parte de outro momento de minha vida enquanto bailarina.
Antes eu ria de tudo; agora eu fico triste.
Nessa nova fase, que aliás é muito boa, procuro filtrar aquilo que antes mencionaria como chocante. Eu simplesmente não menciono mais.
Tenho meus momentos de graça, claro, até porque faz parte de minha personalidade ser irônica e extrovertida. Eu continuo assim, mas com classe.
Vejam, não estou aqui fazendo crítica a ninguém, apenas me posicionando.
Só acho realmente incrível como as pessoas continuam fazendo chacotas umas das outras, como um ciclo vicioso, e não entendem que o trabalho delas pode não agradar a todos. Coisa impossível.
O novo foco é: estudar, compartilhar e dançar. Ponto, acabou.
Acreditem ou não, essa nova energia gerada por um pensamento mais amplo e positivo, rendeu e rende resultados muito melhores.
Não perco mais meu tempo, que aliás anda bem escasso, com coisas negativas.
Dançar é tão bom, tão gratificante e tão maior que tudo isso, que eu espero, sinceramente, que possamos trabalhar com mais sabedoria e amor.





Monday, May 21, 2012

O que a aluna quer?



Há algumas semanas venho realizando pesquisa de campo para saber com mais detalhes o perfil daquela que faz ou quer fazer aula de dança (árabe, ballet, jazz, etc.).
A pesquisa foi realizada com mulheres entre 25 e 60 anos, que já fizeram ou fazem aulas de dança.
Depois de muitos gráficos, planilhas e copia e cola de fórmulas, cheguei ao resultado. Por partes:

Qual o melhor período para fazer aula?
manhã: 10%
noite: 90%

Quais os melhores dias para fazer aula?
de segunda à sexta: 70%
sábados: 5%
qualquer dia da semana: 25%

O local das aulas de estar localizado:
perto do trabalho: 20%
perto de casa: 60%
indiferente: 20%

Quanto ao preço cobrado pelas aulas, eu procuro:
baixo: 20%
indiferente: 80%

Quantas vezes por semana seria o ideal?
uma vez: 40%
duas vezes: 60%

Quantas alunas a sala deve comportar?
sala cheia: 30%
sala vazia: 65%
faço particular: 5%

O professor deve ter?
paciência: 70%
técnica: 30%

O ambiente da escola de ser:
limpo e acolhedor: 85%
grande com várias pessoas circulando: 5%
indiferente: 10%


Qual dessas modalidades você não faz mas gostaria de fazer?
Danças Árabes: 30%
Dança Ativa: 30%
Jazz: 10%
Ballet: 30%

Qual dessas modalidades você faz e mais gosta?
Danças Árabes: 75%
Dança Ativa: 5%
Jazz: 5%
Ballet: 15%

O que você espera de uma aula de dança:
faço por orientação médica: 5%
técnica, mas não quero me profissionalizar: 75%
técnica, quero me profissionalizar: 20%

Temos aqui uma aluna que quer, basicamente: fazer aula de dança duas vezes por semana, perto de casa, num local limpo e agradável, com poucas alunas na sala de aula e que sua professora/professor tenha paciência (achei engraçado)
Está disposta a pagar o preço, desde que com as condições acima, mas não quer se profissionalizar, apesar de fazer questão da técnica.
Por outro lado, é praticante de determinada modalidade, mas está aberta a experimentar outras. (isso é muito bom!)
É exigir muito?
Não acho...
Quem dá aula e tem um negócio em dança sabe quanto trabalho dá manter o empreendimento nessas condições. Mas eu disse que dá trabalho, não que é impossível.
É por essas e outras razões que eu sempre falo que a professora deve se manter atualizada não só com a dança, mas com o mercado no geral.
Aqui em São Paulo, por exemplo, as pessoas têm condições de pagar as aulas, mas vários fatores acabam afastando a aluna da aula: trânsito, a agenda repleta de compromissos, filhos, marido, o próprio trabalho.
Outro fator importante: o ambiente de aula. Deve ser atualizado e ter as devidas manutenções constantemente. Modernize, coloque aparelhos de som que funcionem, clareie a parede, troque as cortinas, mantenha limpo. Ninguém quer frequentar ambiente caindo aos pedaços.
Trate as pessoas com educação, seja gentil e prestativa. Ofereça alternativas. Deixe as portas abertas. Divulgue-se decentemente.
E nunca se esqueça: seu cliente não quer saber dos seus problemas. Ele quer que resolva o dele.

ATENÇÃO! Essa pesquisa foi realizada tendo como base a região onde moro (São Paulo/SP). Pode ser que encontre outras respostas onde você vive; no geral, as alunas vão querer a mesma coisa, só que com intensidades diferentes. As dicas contidas no artigo são decorrentes de experiências pessoais, não só em dança, mas em vários tipos de serviços. Basta se adaptar, certo?

Vamos Dançar!





Monday, December 19, 2011

Balanço Final - 2012


O ano está acabando, mas já estou de férias com a dança.
Meu primeiro semestre foi de erros e acertos (mais erros, é verdade), mas compensou pela experiência que me guiou para o segundo semestre.
Comecei o curso técnico no Shiva Nataraj.
Foi ótimo! Conheci muitas pessoas novas, fiz vários contatos bacanas e acrescentei a minha dança novas sensações, novo ritmo, novos sentidos. É só o começo.
Descobri que a Dança Cigana é muito divertida e, em certos momentos, até mais sensual que a dança do ventre. Não, não estou abandonando a dança do ventre. O jazz me deu força e flexibilidade para minha dança. 
Passei pela banca avaliadora do Restaurante Jaber e lá estou eu, integrando o casting e dançando com bailarinas maravilhosas. 
Participei do Festival Nacional Shimmie + BFD, sem dúvida um marco para mim: banca com os mais mais da dança, desfile de figurinos, concurso de beleza, workshops e espetáculo, pacote completo (leiam nos posts anteriores meu Diário de Bordo sobre cada um dos acontecimentos).
Esse também foi o semestre dos preparativos para o espetáculo de final de ano da escola onde dou aula, ou melhor dava....
É, eu tinha certeza que esse semestre fecharia o ano com chave de ouro, mas por um "acaso do destino", não foi bem assim.
Infelizmente, faltando pouco para o espetáculo, soube que a escola fecharia, a princípio temporariamente, sem previsão de volta.
É triste saber que o local onde você conviveu por tantos anos, fez tantas amizades, colheu frutos, investiu, não vai mais existir. É um falecimento, ao meu ver. Fiz de lá minha segunda casa, fiz das pessoas minha segunda família.
Por outro lado, começo a enxergar que talvez seja uma oportunidade para me jogar a novos rumos, novas direções, novos contatos, novas perspectivas. Realizar trabalhos diferentes, conhecer outras filosofias, conquistar mais espaço. Sim, acredito que 2012 será o ano das conquistas, para mim e para todas (os) nós!
Fecho meu ano e concluo que: nem tudo dura para sempre, mas aquilo que você agregou como experiência ficará impresso em você por uma eternidade.
Que venha o novo!






Wednesday, October 19, 2011

Diário de Bordo - Festival Nacional Shimmie + BFD - 20Ver


Sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Chegada no Hotel Blue Tree Towers Faria Lima: 17:00 horas

O dia era nublado com perspectiva de chuva.
Eu, ansiosa e eufórica pelos próximos acontecimentos.
O 20Ver tinha como proposta formar uma banca avaliadora que assistiria uma bailarina por vez e após a apresentação conversaria individualmente sobre seus pontos fortes e aqueles que precisariam de melhoras.
Uns 15 dias antes do evento cada uma recebeu em casa um cd com 20 músicas (clássicas) que deveriam ser estudadas e seriam sorteadas minutos antes da apresentação. Ninguém sabia qual música ia dançar.
Resolvi me inscrever no 20Ver primeiro porque não se tratava de concurso, depois, porque estava atrás de direcionamento para meus estudos: queria saber para onde ir, o que precisa melhorar, uma consultoria mesmo.
Bom, me arrumei no hotel e me juntei as outras 6 meninas (sim, só 6) aguardando a minha vez.
Todas pareciam tranquilas, com um ou outro momento mais tenso, mas nada de mais.
Música sorteada: Talisman ou Talismã.
Fiquei mais sossegada, já tinha dançado uma ou duas vezes a música e ela não era das mais longas, tinha 5 minutos e alguns segundos.
Entrei na sala e lá estavam: Lulu Sabongi, Farida Fahmy, Aziza, Kahina e Tarik (nessa ordem) sentados numa mesa redonda de toalhas brancas, prontos para me ver dançar.
Dancei.
Nunca dancei tão rápido. Nunca dancei tão cega. Nunca dancei para público tão notável.
Ao terminar, minha sensação era de êxtase misturado com missão cumprida.
Sabia que não tinha feito meu melhor, mas estava satisfeita por ter passado por aquilo.
Sentei à mesa com eles e Lulu Sabongi, super atenciosa e feliz por estar fazendo aquilo, em nome de todos, falou comigo: em suma sobre minha leitura do taksim, sobre a pouca utilização dos arredondados, sobre a expressão. E eu lá: em êxtase.
Em seguida, Farida Fahmy, uma mulher incrível, chique, classuda e sem dúvida digna de toda a admiração que recebe, falou diretamente comigo em inglês traduzido por Lulu: que tem observado como todas nós dançamos parecido (sic). E eu lá: em êxtase.
Agradeci a todos, sai e permaneci uns 15 minutos ainda em êxtase.
Tomei um chopp no bar do hotel e relaxei. estava feliz da vida!
Recebi todas as avaliações por escrito, tirei fotos, bebi mais um chopp, missão cumprida.
Sem dúvida foi a melhor coisa que eu fiz para minha vida dançante ter participado disso. É inexplicável a sensação de ter a sua frente pessoas que admira, nas quais se espelha, que possuem conhecimento absurdo da arte e que, acima de tudo, te tratam como iguais.
Fui feliz e ainda sinto felicidade em mim.  





Friday, September 30, 2011

Meus progressos


Como sabem, faço o Curso Técnico em Dança na escola Shiva Nataraj.
Além das aulas teóricas e dirigidas, teremos avaliação técnica periódica em três modalidades: uma escolhida para especialização e outras duas à critério do aluno.
Eu pratico jazz e dança cigana e também serei avaliada nessas. Contarei quando fizer.
Semana passada fiz minha primeira: danças árabes.
É incrível como dançar por si só não funciona.
Para que se chegue num resultado positivo várias coisas devem trabalhar em conjunto: corpo, mente e espirito.
É por isso que além da prática na dança estudamos:
Administração: porque eu tive que me organizar para que a prova acontecesse;
Criação Coreográfica: para me tornar criativa;
Preparação Física: para aguentar o pique; e
Consciência Corporal: para saber utilizar meu corpo aliado a minha mente.
O espírito? Ah, o espírito se regojiza com o esforço e conclusão, está satisfeitíssimo!
Garanto que minha dança sofreu evolução considerável e que meu patamar de qualidade subiu, com louvor.
Fui avaliada pela Profª Kelly Obara (coordenadora da especialização em danças árabes) e foi super bacana o resultado: meu deu um notão, parabéns e várias dicas super legais.
Minha meta é levar um 10,00 , mas achei bonito o 9,5.............


PS.: em outubro passarei por outra avaliação só com gente fera, conto depois.


Friday, September 23, 2011

Bailarina Digital


Oi pessoal!

Ganhei mais um selo!
Segue o link de minha entrevista para o blog Marketing para Bailarinas:

http://marketingparabailarinas.blogspot.com/2011/08/bailarina-digital-ju-sobral.html


Obrigada Vanessa Veiga pelo apoio e convite mais que especial!


Monday, September 12, 2011

Desenvolvimento de Espetáculo - Da Criação Coreográfica


Desde que iniciei meus estudos no Curso Técnico em Dança muito já mudou em minha dança, em especial no que diz respeito à criação coreográfica.
Me lembro de minha primeira coreografia: era simples, com pouco repertório; limpa, mas singela.
Com o passar do tempo, houve evolução criativa, mas ainda tímida.
Percebi novas possibilidades e comecei a transpor a barreira entre somente técnica e técnica com inspiração. Mas foi só o começo.
Acabo de terminar uma das coreografias que minhas alunas apresentarão no espetáculo de final de ano da escola onde dou aulas e, posso garantir: me superei! Em tempo e qualidade.
Não só eu, mas as alunas também. 
Ficou muito mais interessante, mais expressiva, consegui colocar dentro da proposta do tema e todas conseguiram acompanhar minha evolução, evoluindo também.
Durante as aulas no curso técnico, aprendi várias maneiras de utilizar minha personalidade na criação coreográfica.
Lá, aprendo dicas e estudo coreógrafos importantes em todas as modalidades.
Mas o que significa coreografia?
Do grego: coreo= dança + grafia=escrita.
É a arte de compor um roteiro de movimentos que compõem uma dança.
Mas não deve ser matemático assim. Afinal, é uma arte.
Precisa ser um conjunto de emoções, técnica e história. Precisa fazer sentido e cativar quem assiste.
E eu acho que finalmente consegui!

Thursday, July 21, 2011

Desenvolvimento de Espetáculo - O Tema



Passado o 1º Semestre começam os preparativos para a tradicional grande festa de final da escola onde dou aula (Nar Cia de Dança e Arte). Para mim, o semestre mais empolgante e excitante.
Todos os professores se reunem para acordar sobre o tema: esse ano "Danças no Mundo".
A sugestão é dada pela proprietária, que também dirige o espetáculo, mas sempre podemos dar outras idéias. O importante, é sempre dar "amarração" entre as danças para que não fiquem soltas, tornando o show "sem pé nem cabeça"
Tínhamos pensado em outra coisa, mas essa opção nos pareceu mais coerente, pois entre outros motivos, incluindo a "amarração", o intuito é não parecer que estamos fazendo a mesma coisa de outros anos, assim, quem assiste não terá a impressão de já ter visto aquilo antes.
Cada um deveria escolher qual país gostaria de representar através da dança. Também é nesse momento que optamos pela utilização de cenografia, iluminação e outros detalhes de palco. Dessa reunião resulta o orçamento do espetáculo.
Minhas escolhas: Turquia (snujs) e Rússia (Dança do Pavão).
A primeira, porque já venho estudando as bailarinas do lugar (conforme post anterior) e a segunda (pagando a língua de post anterior) por conta da utilização da técnica em ballet clássico pelas bailarinas daquele país.
Apesar das escolhas individuais, a intenção da reunião não é só acertar o tema, mas também trocar idéias e sugestões. Sim, sempre temos algo para compartilhar, mesmo que não seja sua modalidade, como por exemplo Jazz ou Dança de Salão.
Mas esse é apenas o começo. A partir de então, um longo e árduo trabalho começa na medida que temos prazos para entrega de músicas, figurinos e coreografias.
Diria que essa fase é das mais complicadas para mim, uma vez que tenho uma "discoteca" razoável o que torna a escolha das músicas um parto.
Me colocando como exemplo, ao escutar a música, já imagino o palco com a coreografia e figurino e isso deve vir espontaneamente.
Tenho escutado várias coisas, mas ainda não me decidi.
Passado tudo isso, virá a parte mais gostosa: o desenvolvimento coreográfico, mas isso é assunto para outro post.
De qualquer forma, como em todos os anos, a escola irá superar a qualidade visual e técnica, satisfazendo não só nós professores e alunos que participam, como também aqueles que nos assistem.
Foi dada a largada, vai correr junto?









Monday, July 18, 2011

Balanço



O primeiro semestre passou e eu sequer tive tempo de fazer um balanço do que aconteceu.
Nunca é tarde, né?
O começo do ano foi definitivamente a minha volta da licença maternidade. Meu corpo estava melhor, minha cabeça mais resolvida, o Enzo com uma rotina mais fácil.
Estava mais segura com minha dança (o que se mostrou ilusório meses depois), achava que podia fazer o que quissesse, estava me achando. Coitada.
Tinha certeza que era minha volta e que seria triunfal.
Advinha?
O que se seguiram foram sucessões de erros e equívocos que culminaram com a perda de alunas e negócios.
Meu rendimento como bailarina caiu, foi ficando penoso dar aula, nada funcionava. Me envolvi num projeto que não deu certo. Confiança zero.
Resolvi que precisava cuidar mais de mim e menos dos outros, voltei a estudar, percebi que precisava começar tudo de novo.
E foi assim que fechei o semestre com menos mas fiéis alunas, admiradoras de meu trabalho; com uma dança mil vezes melhor; com o corpo mais firme e de repostas mais rápidas, mais feliz com o mundo dançante, com novas parecerias e idéias.
No fim, fiz mais shows nesse semestre que durante todo o ano passado, o que, sem dúvida, ajudou a melhorar a qualidade de minha dança. A prática leva a perfeição.
Até ganhei o curso "Técnico em Dança" do Shiva Nataraj. Chique.
Entendi que nunca é tarde para amadurecer e aprender e que muitas vezes pensamos que o mundo está contra nós quando na verdade nós é que insistimos em rodar ao inverso.
Espero que o balanço do próximo semestre e consequentemente do ano tenha resultado bem mais positivo então, mãos à obra porque ele começou já faz 18 dias!

Monday, May 30, 2011

A Arte de Ensinar e outras questões


Ai como é difícil, meu Deus!
Primeiro escolhe o tema, o que pode levar semanas.
Daí você vai atrás da música para o tema, uma não, várias. E não quer repitir.
Prepara a sequência, cheia de coisas novas e atuais. Sim, atuais! Porque ninguem quer aprender "coisas do passado".
Arruma a mala e vai....
Chega pelo menos 15 minutos antes do início, prepara a sala, conversa um pouco, coloca as fofocas em dia.
Olha na sala: cadê as alunas???
Ah tá, estão chegando....
Com o maior ânimo começa a dar o alongamento/aquecimento. Super gostoso....
Parte para o tema do dia, seja lá qual for. Por exemplo: oitos (para cima, para baixo, para frente, para trás). É coisa hein!?
Observa as alunas. As reações são das mais diversas: cara de dúvida, cara de alegria, cara de "ok", e a pior: cara de desprezo.
Dar aulas não é das atividades mais fáceis. Digo isso com propriedade de quem já exerceu os mais diversos tipos de profissões: bancária, estagiária, advogada, analista de mercado, secretária, etc...
Sigo um padrão de preparo desde que comecei a lecionar dança do ventre, como podem observar na descrição acima.
Não chego na sala sem saber o que vou dar, nunca! São dias de preparo, semanas. Muito estudo e dedicação. Aposto que isso não ocorre só comigo.
Mas tem dias que realmente nada funciona. Nada colabora.
Está tudo pronto, mas na prática o resultado nem sempre é positivo.
É desde aluna que não vai até som que não funciona. TPM gritando, professora surtando.
E tem sido assim comigo. Estou exausta. Cansada mesmo, tanto física quanto emocionalmente.
As aulas não têm rendido como antes, eu fico mais estressada, meu corpo dói; não durmo direito.
Antes eu falava: legal, hoje vou dar aula.
Hoje eu falo: putz, hoje dou aula....
Voltei a estudar/fazer aula para dar um ânimo e idéias para minhas aulas. Nem isso está adiantando...
Sinto que a insatisfação não é só minha, pois converso muito com outras profissionais. A dança do ventre vem mudando a cada dia com novas inserções ao estilo, novos rostos, novos "porques".
Quem procura a dança do ventre hoje são pessoas diferentes daquelas que procuravam na minha época. Elas querem outras coisas, seguem outros exemplos, dançam diferente, se envolvem de outra maneira.
Fazer o que? Ou você abraça a nova onda ou, definitivamente, vai remar contra a maré....
Mas espera aí! E tudo aquilo que acredita, suas filosofias, suas crenças enquanto profissional? Vai tudo para o lixo?
Já pensei em desistir, mas ainda não é a hora de pendurar as sapatilhas. Preciso me atualizar e mesclar os estilos para não perder minha identidade.
Vou continuar estudando e me aprimorando caso queira oferecer um trabalho à altura da concorrente, porque digno e verdadeiro ele já é!
E quem confiar e acreditar no meu trabalho que me siga, porque o resto, sinceramente, não me interessa mais.

Monday, April 04, 2011

Era uma vez.....





Era uma vez, num reino não muito distante, uma linda bailarina que vivia em um castelo.
Era um castelo lindo, construído por ela mesma, depois de árduos e longos anos de trabalho. Tinha estruturas sólidas, acabamento bem feito.
Com o passar dos anos, essa bailarina começou a receber em seu castelo outras bailarinas que se tornaram suas súditas. Algumas permaneceram como tais, mas outras, por terem conquistado batalhas de forma honrosa, tornaram-se suas aliadas e ganharam postos de confiança no reino. Lá viviam príncipes também.
Lá eram promovidos bailes cheios de alegria e beleza, onde todos dançavam e se divertiam. Assim foram passando os anos....
Certa vez, a bailarina-rainha precisou se ausentar do castelo para vencer batalhas num reino um pouco mais distante e deixou a cargo de uma de suas aliadas o papel de tomar conta de suas súditas.
No entanto, conforme o tempo foi passando, algumas súditas se revoltaram, pois achavam que eram tratadas como escravas, e armaram uma espécie de motim no castelo, fazendo com que a aliada-substituta perdesse completamente o controle da situação.
Então, a bailarina-rainha precisou ser chamada às pressas para retornar e tentar acalmar os ânimos. Mas era tarde. Parte do castelo havia sido destruída e muitas súditas haviam abandonado o reino.
A bailarina-rainha ficou desolada, afinal, sempre procurou tratar todas as súditas com amor e amizade e não esperou que isso pudesse acontecer um dia. Viu seu castelo desmoronar e entendeu que ele não era tão seguro quanto pensava.
Assim que chegou apagou os focos de incêndio e começou a reconstrução de seu castelo na parte destruída; no entanto, alguns danos eram irreparáveis.
A partir de então, procurou fazer suas fundações mais rígidas, protegidas de danos eventuais externos e internos.
Hoje, o reino conta com o castelo da bailarina-rainha (ainda em construção) e de outros castelos, que foram construídos nas vizinhanças por aliadas que agora também têm suas súditas e esperam não sofrer danos entre suas paredes, feitas com tanto esmero e amor.
E viveram felizes para sempre...... (será?)

Fim
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