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Ju Sobral

Blog com informações, dicas e atualidades sobre a dança do ventre, Voltado para alunas, profissionais e curiosos
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Thursday, August 18, 2016

Reflita: O quanto você admira seu/sua Professor (a) de Dança?

Enquanto eu fui aluna regular de Dança do Ventre eu era exemplar. Sem modéstia.
Não faltava.
Prestava atenção.
Estudava.
E mais: admirava meus professores.
Fazia aula não só porque gostava deles, mas também porque os tinha como espelho e inspiração para a construção de minha dança.
Cada movimento, cada passo, o modo como agiam, se colocavam no mercado e até mesmo de como se vestiam tinham grande influência sobre mim.
Na minha época não haviam redes sociais, então eu ficava de olho nos sites, ia a apresentações, olhava o mural da escola. Queria saber de tudo. Era interessada.
Ainda hoje, quando vou a workshops ou estudo com determinados profissionais, sou assim.
Se fui ao curso ou se marquei aulas com determinada pessoa é porque, acima de tudo, tenho o mesmo como referência.
Hoje, observo que as coisas mudaram...
A concorrência é muito maior, no que diz respeito a estilo, técnica, didática e por que não dizer: preço. Tem para todos os gostos.

Pergunta-se:
O que você procura no/na seu/sua Professor (a)?
Quais qualidades ele ou ela deve ter para que você se interesse não só no aprendizado, mas nele?
Que tipo de profissional te inspira?

Beijo

Ju
"A Aula de Dança" (1873-75)Edgar Degas                                                                                                                                                      Mais:
"A Aula de Dança" (1873-75) Edgar Degas



Thursday, September 10, 2015

Eu as vezes não sei

Todo mundo tem momentos de crise. De querer desistir. De se fartar das coisas e das pessoas. De achar que escolheu caminhos errados. Que está nos lugares errados.
Eu também.
Minha cabeça parece mais uma montanha-russa.
Eu penso já realizando e depois já penso em outra coisa, as vezes em duas ou três ao mesmo tempo. E daí realizo tudo ao mesmo tempo.
Alguma coisa dá errada mesmo.
Geralmente, eu adoro começar. Tudo. Começo a malhar, começo a escrever, começo a ler, começo, começo...
Depois, tudo me deixa entediada. Dai eu paro.
Logo mais, começo tudo de novo.
Com a dança acontece a mesma coisa.
Eu comecei a dançar (mais precisamente Dança do Ventre) há 10 anos.
Que legal que foi o começo...
Fazia mil aulas, comprava roupa, fiz amigas, saia com elas, tinha um namorado novo, logo comecei a fazer show. Maior legal!!!!
Dai passaram os anos.
Continuei fazendo aula. Menos.
Comecei a dar aula. Mais.
Mudei de emprego.
Conheci pessoas que nem imaginava um dia conhecer.
E dai começaram as neuras.
Quanto mais tempo estou nessa profissão, mas sinto a concorrência nos meus calcanhares. Mais sinto pressão. Me cobro muito mais.
Vendo numa ótica negativa, tudo isso é um saco! Isso não estava no pacote! Ninguem me falou que ia ser essa paranoia toda!
Se eu dou uma aula média, me sinto a última das pessoas! Quando meu solo é médio, tenho vontade de desaparecer da face da Terra. Não durmo. Me remoo. Quero jogar tudo para o alto.
É a parte não-tesão da profissão. Como qualquer outra ora bolas!
É trabalho? Precisa acordar cedo. Precisa se programar, ter agenda. Precisa estar alerta as novidades.
Não é fácil...
Dai eu me lembro da parte tesão da profissão: é arte, é delicioso dançar, é muito gratificante ensinar, consigo fazer minha agenda, me sinto um luxo nos figurinos, amo a música e fiz amigos trabalhando com ela.
Precisa mais?

PS: Sim, eu já quis desistir várias vezes....


Monday, May 21, 2012

O que a aluna quer?



Há algumas semanas venho realizando pesquisa de campo para saber com mais detalhes o perfil daquela que faz ou quer fazer aula de dança (árabe, ballet, jazz, etc.).
A pesquisa foi realizada com mulheres entre 25 e 60 anos, que já fizeram ou fazem aulas de dança.
Depois de muitos gráficos, planilhas e copia e cola de fórmulas, cheguei ao resultado. Por partes:

Qual o melhor período para fazer aula?
manhã: 10%
noite: 90%

Quais os melhores dias para fazer aula?
de segunda à sexta: 70%
sábados: 5%
qualquer dia da semana: 25%

O local das aulas de estar localizado:
perto do trabalho: 20%
perto de casa: 60%
indiferente: 20%

Quanto ao preço cobrado pelas aulas, eu procuro:
baixo: 20%
indiferente: 80%

Quantas vezes por semana seria o ideal?
uma vez: 40%
duas vezes: 60%

Quantas alunas a sala deve comportar?
sala cheia: 30%
sala vazia: 65%
faço particular: 5%

O professor deve ter?
paciência: 70%
técnica: 30%

O ambiente da escola de ser:
limpo e acolhedor: 85%
grande com várias pessoas circulando: 5%
indiferente: 10%


Qual dessas modalidades você não faz mas gostaria de fazer?
Danças Árabes: 30%
Dança Ativa: 30%
Jazz: 10%
Ballet: 30%

Qual dessas modalidades você faz e mais gosta?
Danças Árabes: 75%
Dança Ativa: 5%
Jazz: 5%
Ballet: 15%

O que você espera de uma aula de dança:
faço por orientação médica: 5%
técnica, mas não quero me profissionalizar: 75%
técnica, quero me profissionalizar: 20%

Temos aqui uma aluna que quer, basicamente: fazer aula de dança duas vezes por semana, perto de casa, num local limpo e agradável, com poucas alunas na sala de aula e que sua professora/professor tenha paciência (achei engraçado)
Está disposta a pagar o preço, desde que com as condições acima, mas não quer se profissionalizar, apesar de fazer questão da técnica.
Por outro lado, é praticante de determinada modalidade, mas está aberta a experimentar outras. (isso é muito bom!)
É exigir muito?
Não acho...
Quem dá aula e tem um negócio em dança sabe quanto trabalho dá manter o empreendimento nessas condições. Mas eu disse que dá trabalho, não que é impossível.
É por essas e outras razões que eu sempre falo que a professora deve se manter atualizada não só com a dança, mas com o mercado no geral.
Aqui em São Paulo, por exemplo, as pessoas têm condições de pagar as aulas, mas vários fatores acabam afastando a aluna da aula: trânsito, a agenda repleta de compromissos, filhos, marido, o próprio trabalho.
Outro fator importante: o ambiente de aula. Deve ser atualizado e ter as devidas manutenções constantemente. Modernize, coloque aparelhos de som que funcionem, clareie a parede, troque as cortinas, mantenha limpo. Ninguém quer frequentar ambiente caindo aos pedaços.
Trate as pessoas com educação, seja gentil e prestativa. Ofereça alternativas. Deixe as portas abertas. Divulgue-se decentemente.
E nunca se esqueça: seu cliente não quer saber dos seus problemas. Ele quer que resolva o dele.

ATENÇÃO! Essa pesquisa foi realizada tendo como base a região onde moro (São Paulo/SP). Pode ser que encontre outras respostas onde você vive; no geral, as alunas vão querer a mesma coisa, só que com intensidades diferentes. As dicas contidas no artigo são decorrentes de experiências pessoais, não só em dança, mas em vários tipos de serviços. Basta se adaptar, certo?

Vamos Dançar!





Friday, November 18, 2011

Belle Epoque - Esmeralda


Mais uma da série "Belle Epoque", dessa vez com a internacional Esmeralda!


Esmeralda


Integrar o casting "Bellydance" era: um marco para a pequena de 18 anos
Integrar o casting "Bellydance" é: uma realidade

Trabalhar como bailarina no exterior era: uma aventura sem prazo de validade
Trabalhar como bailarina no exterior é: uma experiência válida para sempre

A dança árabe antes de morar fora era: uma paixão
A dança árabe depois de morar fora é: um casamento bem sucedido

Queria voltar para: me salvar da saudade
Eu voltei para: aprender

Estudar Ballet Clássico ajudava: a ter disciplina, postura e manter minha juba escondida num coque
Estudar Ballet Clássico ajuda: a ser uma profissional cada vez melhor

Meus figurinos de dança eram: roupas mágicas de miçangas e canutilhos
Meus figurinos de dança são: minha segunda pele com muito cristal

Criar um sapato em parceria com a Capézio era: um atrevimento
Criar um sapato em parceria com a Capézio é: uma batalha diária

Reeducar a dança era: uma audácia
Reeducar a dança é: uma questão de paciência

O Projeto DancEsmeralda® era: uma sementinha
O Projeto DancEsmeralda® é: um sucesso!

10 anos atrás eu era: uma Bailoca em construção
Hoje eu sou: uma Bailoca em eterna lapidação




Mais informações em: http://www.dancesmeralda.com.br/pt/








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